“Tempo”!

Frequentemente misturamos o passado com o presente, e baseamos nossas memórias na tentativa de tornar a cognição uma própria memória, da incapacidade de separarmos um tempo do outro, como se a memória mais próxima do tempo presente fosse ser lembrada no ato seguinte, e dessa forma, como que por uma faísca, pudéssemos resolver todos os problemas da humanidade a fim de evitarmos os pensamentos negativos, baseados no medo da nossa própria aceitação pela sociedade no futuro. O presente se baseia no passado, com vistas ao futuro, mas não pode ser substituído nem por um e nem por outro.

O presente é cognição, não é memória, você não se lembra do que fez a um minuto atrás, mas se lembra de coisas de um ou dois meses atrás, e, se não foi legal, tentará de alguma forma apressar o presente para que ele vire uma nova memória, isso é um erro, uma injustiça com você mesmo, com o seu tempo biológico. As vezes depende do que tu estimas do futuro, se o futuro estimado baseado no presente for de mágoas, então esse presente baseado no passado também será, ciclicamente sem referência, um abismo entre passado e futuro. Será um presente não presente, o não estar situado em espaço algum. Em tempos, encontrarão em você uma válvula de escape para realimentar os próprios vícios, deixe que essas pessoas resolvam suas pendências sozinhas, as vezes a sua voz é o alimento para que essas pessoas não entendam o que elas mesmos dizem, fale apenas o básico, concorde e discorde quando assim achar pertinente. Lembre-se, o caminho de uma pessoa é somente dela, você não pode falar e andar por ela.

Dê um descanso à sua mente — ela precisa disso! E é tão simples: basta colocar-se de fora, tornar-se uma testemunha. (Osho)


É preciso enxergar-se de fora, captar a energia que está com você e ver-se de cima. Como está a sua condução até aqui? Não se cobre muito, muitos dirão que você é incapaz, a história da sociedade dirá que você é incapaz, você nasceu pobre, seus pais nasceram pobres, e a tendência é a sociedade fazer você acreditar que este é o seu destino. Não importa o quê, quando, ou quanto você irá ganhar, se é dinheiro ou riqueza espiritual. Importa é que você se lembre de onde veio e para onde vai, para onde você quer ir. O seu espaço-tempo é só seu, seus pensamentos dizem em que tempo você quer viver, quando se afirma a origem não é para que a origem vire regra e sim para que vire experiência.

“A sua estrada é somente sua. Outros podem acompanhá-lo, mas ninguém pode andar por você”
(Rumi)

Autor: Ricardo Comiotto

Pesquisador autônomo e apreciador de música!

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