Festas Natalinas: Porquê não mudamos a nossa cultura de soltar fogos?!

24 de dezembro, 23:00


Todos a postos para esperar o ponteiro virar a hora zero e marcar o início de mais um aniversário de Jesus Cristo, sim, dia 25 de dezembro apesar de ser lembrado como a data do Papai Noel, presentes e etc., é antes de mais nada o dia em que Jesus nasceu para a cultura ocidental. As diferentes crenças tratam esse dia de forma diferente, dando mais ou menos valor para ele, até algumas religiões orientais tem o seu próprio “Cristo”, como é o caso de Siddartha Gautama (Buda) que teria surgido antes de Jesus Cristo, e que em alguns países orientais os calendários são diferentes do ocidental, e, as comemorações de ano novo são feitas em datas diferentes.

Isso é apenas uma curiosidade que muitos desconhecem, porém, há o fator cultural dessas datas, que pode ser derivado ou não de culturas religiosas, pois há diferenças entre “cultura” e “cultura religiosa”, toda religião é também uma cultura, mas nem toda cultura é uma religião quando se trata de rever conceitos modernos. As festas Natalinas modernas, de um modo geral, são uma forma que, talvez, o indivíduo encontre para “extravasar” as suas emoções, desejos e etc., e como isso (essa forma) é praticamente um consenso cultural entre a população, os fogos de artifício, as bebedeiras e o som local com grandes decibéis que perpassam os limites da confraternização vizinha, tornam-se instrumentos quase que instantâneos para ser mais um “não vou ficar de fora – vou lá também soltar o meu”, e isso é um efeito cascata que, dá uma sensação artificial de respeito e confraternização.

Nem todos tem a mesma crença, os cães sofrem nesses dias, pois ouvem duas vezes mais alto que nós. Não precisamos forçar uma cultura ou aceitação social, temos apenas que aceitar que não somos os únicos no universo e que, na minha humilde opinião, seria muito mais saudável se começássemos a mudar esse jogo. Eu também gosto de um bar, de boa música e se divertir, e não preciso soltar fogos e nem aumentar o volume além do que os meus convidados precisam para poder ouvir.

Autor: Ricardo Comiotto

Pesquisador autônomo e apreciador de música!

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